13 de marzo de 2026

Empresas que operam globalmente dependem de pagamentos internacionais eficientes para pagar fornecedores, parceiros e colaboradores em diferentes países. No entanto, muitas organizações ainda enfrentam custos elevados, spreads cambiais pouco transparentes e prazos longos de liquidação ao realizar transferências internacionais.
Esse cenário existe porque grande parte da infraestrutura de pagamentos internacionais ainda depende de sistemas bancários tradicionais, criados décadas atrás, que envolvem múltiplos intermediários e processos operacionais complexos.
Nos últimos anos, porém, uma nova geração de infraestrutura financeira começou a transformar esse mercado. Tecnologias como blockchain, stablecoins e eFX (electronic foreign exchange) estão permitindo que empresas realizem pagamentos cross-border de forma mais rápida, previsível e com custos significativamente menores.
Neste guia completo, você vai entender:
Por que pagamentos internacionais costumam ser caros
Quanto custa uma transferência internacional para empresas
Como funcionam as remessas internacionais hoje
Quais tecnologias estão transformando o mercado cross-border
Como empresas podem reduzir custos e ganhar eficiência nas transferências internacionais
Quanto custa um pagamento internacional?
Uma das perguntas mais comuns entre empresas que realizam remessas ao exterior é: quanto realmente custa um pagamento internacional?
A resposta depende de diversos fatores, mas o valor total pode custar até 5% do montante transferido. No modelo tradicional o custo geralmente inclui quatro componentes principais:
1. Spread cambial
Instituições financeiras normalmente aplicam uma margem sobre a cotação da moeda estrangeira. Essa diferença entre a cotação oficial e a taxa aplicada ao cliente representa uma das principais fontes de custo.
2. Tarifas bancárias
Bancos podem cobrar taxas administrativas pela execução da transferência internacional.
3. Bancos intermediários
Quando a transferência passa por bancos correspondentes, cada intermediário pode aplicar tarifas adicionais.
4. IOF
Dependendo da natureza da operação, o IOF pode ser aplicado sobre o valor da transferência.
Quando combinados, esses custos podem representar uma parcela relevante do valor transferido, especialmente em operações recorrentes ou de alto volume.
Como funcionam pagamentos internacionais hoje
No sistema financeiro tradicional, transferências internacionais normalmente dependem de uma rede de bancos correspondentes.
Em vez de ocorrer diretamente entre o banco de origem e o banco de destino, a transação pode passar por diversas instituições intermediárias responsáveis por encaminhar o pagamento entre diferentes sistemas bancários.
O fluxo típico costuma envolver etapas como:
Envio da ordem de pagamento ao banco
Conversão cambial entre as moedas
Envio através de bancos correspondentes
Liquidação no banco do destinatário
Cada etapa adiciona custos e tempo à operação.
Além disso, a presença de intermediários reduz a previsibilidade do valor final recebido pelo beneficiário.
Comparação: infraestrutura tradicional vs novas soluções de pagamentos internacionais
A diferença entre o modelo tradicional e novas infraestruturas financeiras pode ser resumida da seguinte forma:
Etapa da transferência | Modelo bancário tradicional | Infraestrutura moderna (ex: stablecoins) |
Conversão cambial | Realizada pelo banco com spread aplicado sobre a cotação | Conversão realizada digitalmente com maior transparência |
Intermediários | Pode envolver múltiplos bancos correspondentes | Transferência direta na infraestrutura digital |
Tempo de liquidação | Geralmente entre 2 e 5 dias úteis | Pode ocorrer em minutos ou em poucas horas |
Previsibilidade do valor final | Pode variar devido a taxas intermediárias | Maior previsibilidade do valor recebido |
Custos totais | Spread cambial + tarifas bancárias + possíveis intermediários | Estrutura de custos mais simples e transparente |
Integração com sistemas | Normalmente manual ou via plataformas bancárias | Integração direta via APIs |
Escalabilidade para empresas | Operações podem exigir processos operacionais adicionais | Processos mais automatizados e escaláveis |
Essa mudança está permitindo que empresas repensem como realizam suas transferências internacionais.
O impacto do IOF em pagamentos internacionais
Outro elemento importante no custo das remessas internacionais realizadas por empresas brasileiras é o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Dependendo da natureza da transferência — como pagamento de serviços ou remessas financeiras — o imposto pode ser aplicado sobre o valor transferido.
Para empresas que realizam pagamentos internacionais com frequência, esse custo pode se tornar relevante ao longo do tempo.
Além disso, muitas empresas não têm total clareza sobre quando o IOF será aplicado ou qual será o custo final da operação, o que reduz a previsibilidade financeira.
Novas arquiteturas financeiras, no entanto, permitem estruturar determinados pagamentos internacionais sem incidência direta de IOF, dependendo da forma como a transação é estruturada.
O crescimento dos pagamentos cross-border digitais
O aumento do comércio global e da economia digital criou uma demanda crescente por pagamentos internacionais mais rápidos e eficientes.
Empresas modernas operam em ambientes muito mais dinâmicos do que aqueles para os quais a infraestrutura financeira tradicional foi projetada. Plataformas digitais realizam pagamentos internacionais diariamente e empresas frequentemente mantêm fornecedores ou equipes em diferentes países.
Esse contexto estimulou o desenvolvimento de novas infraestruturas financeiras, incluindo:
Redes blockchain utilizadas para liquidação financeira
Stablecoins utilizadas como meio digital de transferência de valor
Plataformas de eFX (electronic foreign exchange) para câmbio digital
APIs financeiras que permitem integração direta com sistemas empresariais
Essas tecnologias estão criando uma nova geração de infraestrutura para pagamentos internacionais.
Stablecoins e pagamentos internacionais
Stablecoins são ativos digitais cujo valor é indexado a moedas fiduciárias, como o dólar americano.
Diferentemente de criptomoedas voláteis, elas são projetadas para manter um valor estável em relação à moeda de referência. Uma das stablecoins mais utilizadas globalmente é o USDT (Tether).
Na prática, stablecoins podem funcionar como uma camada intermediária em pagamentos internacionais. O valor enviado pode ser convertido temporariamente em stablecoin, transferido digitalmente e depois convertido novamente na moeda local do destinatário.
Esse modelo reduz a dependência de bancos intermediários e pode acelerar significativamente o processo de liquidação.
On-ramp e off-ramp: conectando moedas tradicionais ao ambiente digital
Para permitir que empresas utilizem stablecoins sem lidar diretamente com criptomoedas, existem infraestruturas chamadas on-ramp e off-ramp.
O on-ramp converte moeda fiduciária em um ativo digital.
Exemplo:
Real → USDT
Depois dessa conversão, o valor pode ser transferido através de uma rede blockchain.
No destino ocorre o processo inverso chamado off-ramp, no qual a stablecoin é convertida novamente para a moeda local do beneficiário.
USDT → moeda local
Para a empresa que realiza o pagamento, todo esse processo pode acontecer de forma transparente.
O que é eFX (electronic foreign exchange)
O eFX representa a digitalização das operações de câmbio.
Plataformas de eFX utilizam tecnologia para executar conversões cambiais automaticamente, sem depender de processos manuais em instituições financeiras.
Isso permite:
maior transparência nas taxas de câmbio
execução mais rápida das operações
integração direta com sistemas empresariais via API
maior previsibilidade financeira
Como a Azify simplifica pagamentos internacionais
A Azify desenvolveu uma infraestrutura que combina diferentes tecnologias para tornar os pagamentos internacionais mais eficientes.
A solução utiliza stablecoins como camada de liquidação, permitindo que empresas realizem transferências internacionais com menos intermediários e maior previsibilidade.
Por meio de uma API integrada, empresas podem enviar ordens de pagamento diretamente a partir de seus sistemas. O valor é convertido em stablecoin, transferido digitalmente e convertido novamente na moeda local do beneficiário.
A complexidade técnica da blockchain permanece encapsulada na infraestrutura da plataforma.
Quem se beneficia mais dessa infraestrutura
Empresas que realizam pagamentos internacionais frequentes são as que mais se beneficiam da modernização da infraestrutura cross-border.
Entre os principais segmentos estão:
Importadores
Trading companies
Empresas com fornecedores internacionais
Empresas com operações globais
Empresas que realizam pagamentos recorrentes no exterior
Modernize seus pagamentos internacionais
Empresas que realizam pagamentos internacionais precisam de infraestrutura financeira eficiente para reduzir custos, acelerar transferências e melhorar a previsibilidade financeira.
Com a Azify, você moderniza suas operações cross-border utilizando integração via API, liquidação digital e novas arquiteturas financeiras.
Se sua empresa realiza pagamentos internacionais para fornecedores ou parceiros no exterior, vale a pena conhecer alternativas mais eficientes.
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