O que é PSAV as a Service e como funciona?

O que é PSAV as a Service e como funciona?

O que é PSAV as a Service

Na prática, a empresa contratante pode acelerar a construção de uma operação de compra, venda, transferência, intermediação ou custódia de ativos virtuais sem precisar desenvolver todos os componentes tecnológicos e operacionais internamente.

Porém, existe um ponto essencial: PSAV as a Service não é uma categoria regulatória criada pelo Banco Central. É uma expressão de mercado utilizada para descrever a oferta modular de infraestrutura para negócios que operam ou pretendem operar com ativos virtuais.

A contratação de tecnologia ou infraestrutura terceirizada não elimina a necessidade de avaliar autorizações, responsabilidades regulatórias e requisitos de governança aplicáveis à atividade realizada.

Principais conclusões: o que é PSAV as a Service?

PSAV as a Service é um modelo de infraestrutura para operações com ativos virtuais.

  • A solução pode reunir tecnologia, APIs, liquidez, custódia, compliance, monitoramento e backoffice.

  • PSAV as a Service não é uma licença nem uma categoria regulatória oficial.

  • A empresa precisa identificar quem realiza o serviço regulado e quem mantém a responsabilidade perante o Banco Central.

  • O modelo pode reduzir o tempo e o custo de construção de uma operação própria.

  • A infraestrutura deve estar preparada para requisitos de governança, segurança, transparência e prevenção à lavagem de dinheiro.

  • A Azify oferece uma infraestrutura modular para empresas que pretendem integrar ativos virtuais aos seus produtos e operações.

O que significa PSAV?

PSAV significa Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais.

De acordo com o Banco Central, a prestação de serviços de ativos virtuais compreende atividades realizadas em nome de terceiros, como compra, venda, intermediação e custódia de criptoativos.

Podem atuar como prestadoras de serviços de ativos virtuais:

  • Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais, chamadas de SPSAVs;

  • bancos múltiplos, comerciais, de investimento e de câmbio;

  • corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários;

  • corretoras de câmbio, quando autorizadas para a atividade correspondente.

As modalidades apresentadas pelo Banco Central são:

  • intermediação de ativos virtuais;

  • custódia de ativos virtuais;

  • corretora de ativos virtuais, reunindo intermediação e custódia.

O que significa “as a Service” no mercado de ativos virtuais?

O termo “as a Service” descreve a disponibilização de uma infraestrutura como serviço.

Em vez de construir internamente todos os sistemas necessários para operar com ativos virtuais, uma empresa contrata componentes prontos ou modulares, normalmente acessados por APIs.

Esse modelo já é conhecido em segmentos como Banking as a Service, Software as a Service e Liquidity as a Service.

No contexto de PSAV as a Service, a infraestrutura pode incluir:

  • integração com compra e venda de ativos virtuais;

  • acesso a provedores de liquidez;

  • carteiras e mecanismos de custódia;

  • registro de saldos e movimentações;

  • identificação e classificação de clientes;

  • monitoramento de transações;

  • controles de prevenção à lavagem de dinheiro;

  • gestão de riscos;

  • conciliação;

  • relatórios operacionais e regulatórios;

  • integração com sistemas financeiros e de pagamento.

A empresa contratante pode incorporar essas funcionalidades ao seu aplicativo, plataforma ou operação, mantendo sua própria marca e experiência de usuário.

PSAV as a Service é uma licença do Banco Central?

Não.

PSAV as a Service não é uma licença concedida pelo Banco Central.

A expressão descreve um modelo comercial e tecnológico. A autorização regulatória depende da atividade efetivamente realizada, da estrutura da operação e de qual empresa presta o serviço ao cliente final.

O Banco Central estabelece que uma instituição que queira atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais no Brasil deve solicitar autorização formal antes de iniciar suas atividades, observadas as regras de transição aplicáveis às empresas que já estavam operando.

Portanto, contratar uma plataforma não transforma automaticamente uma empresa em uma PSAV autorizada. Também não transfere automaticamente todas as obrigações ao fornecedor da tecnologia.

É necessário definir claramente:

  • quem estabelece a relação com o cliente;

  • quem recebe e executa as ordens;

  • quem realiza a intermediação;

  • quem mantém a custódia;

  • quem movimenta recursos financeiros;

  • quem realiza controles de PLD/FT;

  • quem responde por falhas operacionais;

  • quem presta informações ao regulador;

  • quem possui as autorizações necessárias.

Como funciona o modelo PSAV as a Service?

O funcionamento depende do desenho contratado, mas normalmente envolve quatro camadas.

1. Experiência do cliente

É a interface utilizada pelo usuário final.

Pode ser um aplicativo, plataforma web, carteira digital, exchange, sistema corporativo ou solução incorporada a um produto já existente.

A empresa contratante controla elementos como marca, jornada, atendimento e proposta de valor.

2. Infraestrutura tecnológica

É a camada responsável por executar e registrar as operações.

Ela pode incluir APIs, ledger, integração com carteiras, gestão de ordens, conciliação, trilhas de auditoria e conexão com fornecedores externos.

Essa camada permite que a empresa lance funcionalidades sem desenvolver toda a arquitetura do zero.

3. Operação de ativos virtuais

É a camada na qual acontecem atividades como compra, venda, transferência, intermediação e custódia.

É nessa etapa que a empresa precisa identificar qual entidade executa cada atividade e quais autorizações são exigidas.

4. Compliance e governança

Essa camada reúne processos de cadastro, identificação, análise de risco, monitoramento, segurança e prestação de informações.

O Banco Central afirma que a regulamentação insere o mercado de ativos virtuais no ambiente regulado, com regras de funcionamento, governança, transparência, prevenção à lavagem de dinheiro e informações ao Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional.

Quais empresas podem utilizar PSAV as a Service?

O modelo pode ser utilizado por empresas que pretendem oferecer ou incorporar funcionalidades relacionadas a ativos virtuais.

Entre os possíveis usuários estão:

  • exchanges;

  • fintechs;

  • instituições financeiras;

  • instituições de pagamento;

  • plataformas de investimento;

  • carteiras digitais;

  • marketplaces;

  • empresas de remessas internacionais;

  • provedores de infraestrutura financeira;

  • empresas de tecnologia;

  • plataformas de tokenização;

  • negócios que utilizam stablecoins em pagamentos ou liquidação.

A aplicação adequada depende do produto oferecido.

Uma fintech pode utilizar a infraestrutura para disponibilizar compra e venda de ativos virtuais. Uma empresa de pagamentos pode integrá-la a uma jornada internacional. Uma plataforma de investimentos pode conectá-la à custódia ou distribuição de produtos digitais.

Em todos os casos, o desenho regulatório deve acompanhar o desenho tecnológico.

Quais serviços podem fazer parte de uma plataforma PSAV as a Service?

Uma infraestrutura de PSAV as a Service pode ser composta por diferentes módulos.

Compra e venda de ativos virtuais

Permite que usuários negociem criptoativos por meio de uma interface integrada.

A infraestrutura pode processar ordens, consultar preços, executar operações e atualizar os saldos.

Liquidez

A camada de liquidez conecta a operação a mercados, exchanges ou provedores especializados.

Seu papel é buscar disponibilidade de ativos, preços e capacidade de execução compatíveis com o volume da operação.

Custódia

A custódia envolve a guarda e o controle dos instrumentos que permitem movimentar ativos virtuais, como chaves privadas.

O modelo pode utilizar carteiras próprias, custodiantes especializados ou uma combinação de diferentes estruturas.

Transferências

A solução pode permitir transferências entre usuários, endereços de blockchain, carteiras externas e outras plataformas.

Essas operações exigem controles relacionados a origem, destino, contraparte e risco da transação.

KYC e KYB

Os processos de Know Your Customer e Know Your Business verificam a identidade de pessoas físicas e jurídicas.

Eles podem incluir validação documental, biometria, consulta a bases de dados e identificação de beneficiários finais.

Prevenção à lavagem de dinheiro

A infraestrutura pode analisar comportamentos, endereços, movimentações e padrões transacionais.

O objetivo é identificar operações suspeitas, bloquear atividades incompatíveis com o perfil e produzir evidências auditáveis.

Backoffice e conciliação

O backoffice permite acompanhar ordens, saldos, depósitos, retiradas, taxas e divergências.

A conciliação verifica se os registros internos correspondem aos ativos e recursos mantidos nos diferentes participantes da operação.

Relatórios e trilhas de auditoria

Os sistemas devem manter registros suficientes para reconstruir as operações, identificar responsáveis e demonstrar o funcionamento dos controles.

Esse ponto se torna especialmente importante em um ambiente supervisionado.

Quais requisitos regulatórios impactam PSAV as a Service?

A regulamentação do mercado de ativos virtuais eleva as exigências sobre toda a cadeia operacional.

Mesmo quando parte da infraestrutura é terceirizada, a empresa deve entender como os controles são executados e quais responsabilidades permanecem sob sua gestão.

Autorização

A instituição que pretende atuar como PSAV deve verificar se precisa solicitar autorização formal ao Banco Central.

Segundo a apresentação do regulador, os requisitos buscam garantir que apenas instituições sólidas, idôneas e tecnicamente preparadas ofereçam serviços de ativos virtuais.

Governança e transparência

A operação deve possuir regras claras, definição de responsabilidades e mecanismos de supervisão.

Também é necessário assegurar que o cliente compreenda riscos, taxas, políticas de segurança e características dos serviços oferecidos. O Banco Central destaca a necessidade de fornecer essas informações de forma clara e avaliar o perfil de risco antes de permitir operações mais complexas.

Prevenção à lavagem de dinheiro

A infraestrutura precisa permitir a identificação de clientes, beneficiários e contrapartes, além do monitoramento das transações.

Isso exige integração entre dados cadastrais, movimentações financeiras, endereços de blockchain e análise de risco.

Segurança cibernética

O Banco Central aponta a adoção de padrões rigorosos de proteção de dados e ativos digitais, testes de estresse e responsabilidade por falhas ou perdas causadas por negligência.

Portanto, a avaliação de um fornecedor não pode considerar apenas disponibilidade e velocidade da API. É necessário verificar segurança, continuidade, gestão de acessos, tratamento de incidentes e capacidade de recuperação.

Prevenção à manipulação de mercado

As prestadoras devem implementar mecanismos para identificar e impedir práticas abusivas, incluindo manipulação de preços e uso indevido de informações privilegiadas.

Essa obrigação pode impactar motores de negociação, monitoramento de ordens e políticas de relacionamento com provedores de liquidez.

PSAV as a Service pode ser utilizada em operações internacionais?

Sim, mas as operações internacionais com ativos virtuais possuem requisitos específicos.

O Banco Central direcionou transações internacionais realizadas com ativos virtuais para o ambiente regulado. Entre as atividades abrangidas estão:

  • pagamentos ou transferências internacionais com ativos virtuais;

  • transferências relacionadas ao uso internacional de cartões;

  • transferências de ou para carteiras autocustodiadas;

  • compra, venda ou troca de ativos virtuais referenciados em moeda fiduciária.

O regulador também estabelece que operações com PSAVs no mercado de câmbio somente podem ser prestadas por entidades autorizadas a operar nesse mercado.

Além disso, as PSAVs devem fornecer informações detalhadas sobre operações de câmbio com ativos virtuais e identificar as contrapartes detentoras de carteiras autocustodiadas das quais recebam ou para as quais enviem ativos.

Isso significa que uma infraestrutura voltada a stablecoins, pagamentos internacionais ou liquidação global precisa combinar tecnologia de blockchain com controles cambiais, identificação de contrapartes e geração de informações regulatórias.

Qual a diferença entre PSAV, SPSAV e PSAV as a Service?

PSAV

PSAV é o termo utilizado para a prestadora de serviços de ativos virtuais.

Ele descreve a atuação na prestação de serviços como intermediação ou custódia.

SPSAV

SPSAV significa Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais.

É uma das estruturas que podem solicitar autorização para prestar esses serviços no Brasil.

PSAV as a Service

PSAV as a Service é um modelo de infraestrutura disponibilizado a outras empresas.

Não representa, por si só, uma autorização. Dependendo da arquitetura, o fornecedor pode entregar tecnologia, serviços operacionais ou acesso a entidades autorizadas.

A principal diferença está aqui:

PSAV e SPSAV são termos vinculados ao ambiente regulatório. PSAV as a Service é um termo comercial utilizado para descrever a infraestrutura que viabiliza a operação.

Qual a diferença entre PSAV as a Service e Crypto as a Service?

Os dois conceitos podem se sobrepor, mas não são necessariamente iguais.

Crypto as a Service costuma ser uma expressão mais ampla. Pode incluir recursos como:

  • negociação de criptoativos;

  • carteiras;

  • custódia;

  • staking;

  • tokenização;

  • blockchain analytics;

  • integração com stablecoins.

PSAV as a Service destaca a relação da infraestrutura com a prestação regulada de serviços de ativos virtuais no Brasil.

Portanto, uma plataforma de Crypto as a Service pode fornecer tecnologia sem necessariamente assumir uma função regulada. Já uma proposta de PSAV as a Service precisa deixar claro como a infraestrutura se relaciona com autorização, governança e responsabilidades regulatórias.

Qual a diferença entre PSAV as a Service e BaaS?

Banking as a Service permite que empresas integrem produtos financeiros, como contas, Pix e cartões, utilizando a infraestrutura de instituições autorizadas.

PSAV as a Service é direcionada a produtos e operações com ativos virtuais.

As duas soluções podem coexistir na mesma arquitetura.

Uma fintech pode utilizar BaaS para contas e pagamentos em reais e PSAV as a Service para compra, venda, custódia ou transferência de ativos virtuais.

A integração entre essas duas camadas permite criar jornadas nas quais o cliente:

  1. deposita recursos em reais;

  2. adquire um ativo virtual;

  3. mantém o ativo em custódia;

  4. vende o ativo;

  5. recebe os recursos novamente em sua conta.

Quanto mais integrada for a arquitetura, menor tende a ser o atrito operacional e de conciliação.

Quais são os benefícios de utilizar PSAV as a Service?

Menor tempo de lançamento

Construir ledger, integração blockchain, liquidez, custódia, conciliação e compliance internamente pode exigir um projeto longo.

Uma infraestrutura modular permite começar a integração com componentes já desenvolvidos.

Redução da complexidade técnica

A empresa não precisa dominar internamente todos os protocolos, redes, carteiras e sistemas necessários à operação.

Ela pode concentrar sua equipe na experiência do cliente e na proposta de valor.

Controles integrados

Um fornecedor especializado pode reunir monitoramento, rastreabilidade, gestão de risco e trilhas de auditoria na mesma infraestrutura.

Isso reduz a fragmentação causada pelo uso de diversos fornecedores isolados.

Escalabilidade

A arquitetura pode ser preparada para processar volumes crescentes, integrar novos ativos e ampliar funcionalidades.

Acesso a liquidez

A conexão com diferentes fontes de liquidez pode melhorar a disponibilidade e a eficiência da execução.

Evolução regulatória

Um fornecedor especializado tende a acompanhar mudanças regulatórias e adaptar sua infraestrutura.

Ainda assim, a empresa contratante deve manter governança própria e validar continuamente se a solução atende ao seu modelo de negócio.

Quais são os riscos do modelo PSAV as a Service?

Confundir tecnologia com autorização

O maior risco é acreditar que a contratação de uma plataforma resolve automaticamente todas as obrigações regulatórias.

A empresa precisa validar quais atividades são realizadas e por quem.

Responsabilidades mal definidas

Contratos genéricos podem deixar lacunas em temas como custódia, atendimento, monitoramento, reporte, incidentes e ressarcimento.

Dependência do fornecedor

A operação pode se tornar dependente das APIs, carteiras, liquidez e processos de um único parceiro.

É importante analisar portabilidade, continuidade e estratégias de saída.

Fragmentação de dados

Quando cadastro, recursos financeiros, ativos virtuais e liquidez ficam em sistemas diferentes, a conciliação pode se tornar complexa.

Segurança

Uma falha pode comprometer dados, chaves, ativos e a continuidade da operação.

A análise do fornecedor deve considerar arquitetura, segregação de acessos, testes, auditorias e resposta a incidentes.

Risco de contraparte

A empresa precisa conhecer as instituições, custodiantes, exchanges e provedores de liquidez que participam da cadeia.

Não basta avaliar apenas o fornecedor com quem o contrato foi assinado.

Como escolher uma plataforma de PSAV as a Service?

A escolha deve combinar análise tecnológica, operacional e regulatória.

Avalie os seguintes pontos:

  • quais serviços são prestados diretamente pelo fornecedor;

  • quais atividades são executadas por terceiros;

  • quais entidades possuem autorização;

  • como funciona a custódia;

  • onde os ativos são mantidos;

  • como ocorre a segregação de saldos;

  • como são escolhidos os provedores de liquidez;

  • quais redes e ativos são suportados;

  • como é realizado o monitoramento de transações;

  • quais informações ficam disponíveis para auditoria;

  • como funciona a conciliação;

  • quais são os procedimentos em caso de incidente;

  • como ocorre a continuidade da operação;

  • qual é o modelo de suporte;

  • quais são os limites de responsabilidade contratual.

A melhor plataforma não é necessariamente a que oferece mais ativos.

É aquela cuja arquitetura consegue demonstrar de forma clara quem executa cada etapa, como os riscos são controlados e quais evidências ficam disponíveis.

Como a Azify atua em PSAV as a Service?

A Azify oferece uma infraestrutura modular para empresas que desejam integrar ativos virtuais, liquidez e serviços financeiros em uma mesma arquitetura.

A solução pode conectar diferentes componentes da operação, como:

  • APIs para integração de produtos;

  • contas e pagamentos;

  • infraestrutura para operações com ativos virtuais;

  • liquidez;

  • compliance integrado;

  • onboarding de pessoas físicas e jurídicas;

  • monitoramento de transações;

  • conciliação e backoffice;

  • registros e trilhas operacionais;

  • integrações com parceiros autorizados.

O objetivo é reduzir a distância entre o produto idealizado pela empresa e a infraestrutura necessária para colocá-lo em operação.

Mais do que disponibilizar uma funcionalidade isolada, o modelo busca organizar a jornada completa, desde a entrada do cliente até a execução, liquidação, controle e acompanhamento da operação.

A estrutura regulatória final depende do produto, das atividades exercidas e das entidades envolvidas. Por isso, cada projeto deve começar com o mapeamento da jornada operacional e das responsabilidades.

Conclusão: PSAV as a Service é infraestrutura, não uma licença

PSAV as a Service é um modelo que permite integrar funcionalidades de ativos virtuais por meio de tecnologia e serviços especializados.

Ele pode acelerar o lançamento de produtos, reduzir a complexidade técnica e conectar componentes como liquidez, custódia, compliance e backoffice.

Mas a principal questão não é apenas qual tecnologia será utilizada.

A pergunta central é: quem realiza cada atividade e quem responde por ela?

Com a entrada dos ativos virtuais no ambiente regulado, empresas precisarão combinar experiência digital com governança, transparência, segurança e capacidade de demonstrar seus controles. O Banco Central apresenta a regulamentação como um movimento para aumentar a proteção dos usuários, reduzir espaços para fraudes e alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais.

PSAV as a Service pode ser o caminho mais rápido para construir essa infraestrutura. Desde que o modelo tecnológico esteja alinhado ao modelo regulatório.

Perguntas frequentes sobre PSAV as a Service

O que é PSAV as a Service?

PSAV as a Service é um modelo que disponibiliza infraestrutura tecnológica e operacional para empresas desenvolverem produtos relacionados a ativos virtuais. A solução pode incluir APIs, liquidez, custódia, compliance, monitoramento e backoffice.

PSAV as a Service é regulamentado pelo Banco Central?

A expressão PSAV as a Service não representa uma categoria regulatória específica. As atividades realizadas por meio da infraestrutura podem estar sujeitas à regulamentação e à autorização do Banco Central.

Preciso de autorização para contratar PSAV as a Service?

A contratação da tecnologia, isoladamente, não exige necessariamente uma autorização. Porém, a atividade que sua empresa realizará pode exigir. A análise deve considerar quem intermedeia, custodia, transfere ou negocia os ativos em nome dos clientes.

Uma empresa pode lançar uma exchange com PSAV as a Service?

A infraestrutura pode viabilizar os componentes tecnológicos de uma exchange. No entanto, a empresa precisa estruturar as autorizações, a governança e os controles exigidos para as atividades realizadas.

PSAV as a Service permite oferecer custódia?

Sim, desde que a estrutura conte com uma entidade habilitada para realizar a custódia e cumpra os requisitos aplicáveis. O contrato deve esclarecer quem mantém as chaves, quem registra as posições e quem responde pelos ativos.

Qual a diferença entre PSAV as a Service e uma exchange?

A exchange é a plataforma por meio da qual o cliente negocia ativos. PSAV as a Service é a infraestrutura que pode operar por trás da exchange ou de outros produtos digitais.

PSAV as a Service pode ser white label?

Sim. A empresa pode criar uma experiência com sua própria marca enquanto utiliza a infraestrutura tecnológica e operacional de um parceiro. O white label não altera as responsabilidades regulatórias das entidades envolvidas.

PSAV as a Service pode operar com stablecoins?

Sim. A infraestrutura pode integrar compra, venda, transferência, custódia e liquidação com stablecoins. Operações internacionais e referenciadas em moedas fiduciárias podem envolver também regras do mercado de câmbio.

Como saber se um fornecedor de PSAV as a Service é seguro?

Analise a arquitetura de custódia, os controles de acesso, a gestão de chaves, os testes de segurança, a continuidade operacional, a conciliação, as trilhas de auditoria e as entidades participantes da operação.

PSAV as a Service substitui uma equipe de compliance?

Não. A tecnologia pode automatizar verificações e monitoramentos, mas a empresa continua precisando de governança, políticas, responsáveis e processos de decisão compatíveis com sua atividade.

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